Por Gisele Zanetti
Um dos últimos acontecimentos violentos acontecidos no Rio de Janeiro, retrata a covardia o desrespeito e a banalidade que se tornou cometer atos violentos
A morte do garoto João Hélio na última quarta-feira gerou uma onda de comoção nacional. Como pode garotos que deveriam estar estudando ou procurando um emprego tirarem a vida de uma criança de seis anos tão covardemente a ponto da mãe de dois dos envolvidos, preferir que eles estivessem no lugar do menino morto.
Fala-se hoje, como se falou anteriormente em outro caso de violência, como no caso da estudante Luana Friedenbach, onde um garoto de quinze anos foi o mentor da morte covarde da estudante e de seu namorado Fellipe Caffém, será que a redução da maioridade penal seria o necessário, o correto?
Hoje uma multidão enfurecida durante a acareação dos acusados na delegacia de Marechal Hermes, ameaçava linchar os acusados, enquanto isto, os pais do garoto João serão recebidos pelo presidente do Senado Renan Calheiros, em audiência, para pedir apoio a emenda constitucional para a redução da maioridade penal.
Nem todas as autoridades concordam com a redução da maioridade penal. A ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie acha que a redução da maioridade penal assim como o endurecimento de regimes prisionais deveriam ser discutidos de forma mais ampla, não somente neste momento de tensão.
O país se comove ao imaginar uma criança de seis anos sendo arrastada por um carro em alta velocidade por aproximadamente sete quilômetros. Em nossos corações nasce um sentimento de revolta, ódio, nojo, repulsa e desejo de justiça.
Mas até quando as nossas autoridades se preocuparão somente com o factual?
Quantas crianças como João Hélio, adolescentes como Luana e Fellipe e outros de tantas idades, crenças e classes pagarão por um descuido de anos e anos de desatenção e falta de empenho de nossas autoridades?
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
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