terça-feira, 12 de junho de 2007

"TRIBO DA FÉ"



Por Gisele Zanetti

Leituras da Bíblia, vigílias, retiros espirituais, grupos de oração, cânticos de louvor, estas são algumas das atividades de garotos e garotas que escolheram a fé e o louvor a Deus como melhor caminho a seguir.
Desde 1997, Gleison Zanetti Gonçalves, hoje com 21 anos começou a se dedicar a uma banda do ministério de
música católica, a idéia partiu dele e aos poucos foi formada uma rede de amigos, um grupo de jovens que se identificaram com a intenção de Gleison: expressarem sua dedicando parte do tempo para o culto através da música.
Os encontros no início eram esporádicos. Ali faziam orações, conversavam sobre o mundo e o cotidiano de cada um. Na Tribo da Fé as coisas aconteceram como em qualquer outra tribo, onde os encontros foram aumentando e com eles também o desejo deste grupo se firmar como tal, com propósitos de fé e esperança.
Para Gleison “servir a Deus através de cânticos de louvor é como fazer o bem a alguém, é como trazer um momento de conforto para quem procura nas palavras de fé um acalanto, uma esperança”.
Neste grupo de jovens os momentos em que se escuta a palavra de Deus são muito importantes. Eles não se consideram radicais e se integram com todos os outros grupos, acreditam que todo o ser humano tem um lado bom, embora o mundo esteja tão violento e cruel.
Esse grupo tem hábitos e costumes diferentes, mas todos os seres humanos tem seus hábitos e costumes, normalmente com diferenças. Lêem a Bíblia, participam de novenas, vão a shows de louvor, freqüentam missas, participam de vigílias que acontecem durante uma noite inteira. Para esses jovens as vigílias são uma forma de purificar a alma e entender melhor os desígnios de Deus.
Fernanda Aparecida Silva vem de uma família muito católica, desde pequena foi incentivada a freqüentar a
igreja e lá acabou descobrindo o gosto por participar de atividades que a faziam sentir-se bem consigo mesma e com os outros. Na adolescência começou a participar de grupos de jovens, o que lhe deu uma base de fé e responsabilidades muito grandes, além do que foi acrescentado em forma de aprendizado e oportunidade de conhecer novas amizades. Para ela “o crescer dentro da igreja proporciona um maior conhecimento em Deus”.
Na adolescência Fernanda foi criticada por colegas e por algumas pessoas. Achavam que aquilo não era coisa para adolescente, pois não entediam que cada um escolhe para si o melhor caminho, sendo até chamada por esses colegas de freira. Para Fernanda esta foi a melhor escolha: “permaneci na igreja e os outros com o passar do tempo perceberam a minha fé e começaram a aceitar o meu jeito de ser”.
Hoje o mundo está se voltando mais para a questão espiritual. Ela pode perceber isto através de seus amigos e colegas que não participam do mesmo grupo, mas acreditam em seu propósito e se acostumaram com sua fé. Esses, sempre que se vêem com algum problema ou dificuldade, pedem a ela que em seu grupo reze intercedendo a Deus por eles.
Fernanda, atualmente, integrante da pastoral da
Catequese, dá aulas para crianças que vão fazer a primeira comunhão. “Se você evangeliza bem as crianças elas também se tornarão cientes das responsabilidades e valores, que poderão ser utilizados em algumas etapas de suas vidas”.
Esses jovens podem ser vistos como caretas e criticados pelo que fazem. Gleison e Fernanda consideram que a responsabilidade da evangelização é de todos os cristãos e não apenas de padres, freiras, ou religiosos e acreditam também que esta escolha os preenche. Consideram-se felizes e procuram fazer o melhor de si, através desta forma de expressarem a fé, o que para eles, assim como para os outros jovens que participam de outras tribos, é a mais correta.
Estes jovens também se encontram na internet através dos sites
http://www.festanoceu.com.br/ e http://www.cancaonova.com.br/ e outros e ainda em páginas do Orkut, onde trocam experiência e informações.

Leia também

E mais


Voltar à página inicial
















































































terça-feira, 5 de junho de 2007

O AUMENTO DA VIOLÊNCIA

Por Gisele Zanetti


Uma estimativa norte-americana classifica o Brasil como o segundo maior consumidor mundial de cocaína, atrás apenas dos Estados Unidos, o governo brasileiro não reconhece os números norte-americanos, mas segundo esta estimativa o aumento do consumo de drogas no Brasil, gerou um fantasma ainda muito maior o aumento da violência.
Estudos também mostram que das quase 2 milhões de mortes causadas de forma violenta, como suicídios, homicídios, acidentes e mortes por causas não naturais, 600 mil foram resultados de homicídios. Estes dados mostram o quanto a violência vem crescendo no pais do carnaval e do futebol, tanto nos grandes centros urbanos, quanto no interior.
Um outro dando tão importante, quanto os que foram expostos é que a maioria destes assassinatos foi maior entre jovens de 15 a 24 anos e em sua maioria homens.
É grande o numero de pessoas que conheceram pessoalmente, através de um amigo, ou conhecido alguém que tenha perdido a vida, por que se envolveu com o tão mencionado trafico de drogas ou foi vitima destes que se envolveram.
Em Belo Horizonte a violência também aumentou consideravelmente nos últimos anos, Os locais com maior índice de violência, são Morro das Pedras, Morro do Papagaio, Pedreira Prado Lopes, Taquaril e Cabana do Pai Tomáz.
Mas a violência esta por toda a parte e não tem mais como ignorá-la, já não é mais possível deitarmos nossas cabeças em nossos travesseiros e dormirmos totalmente tranqüilos.
Não sabemos ao certo se estes números vão aumentar ou diminuir com o passar do tempo, o certo é que temos que nos cuidar e cuidar para que esta violência, que se inicia pelo aumento do trafico ou por outra causa qualquer diminua.
A Saúde, educação, lazer, infra-estrutura são políticas que se fossem mais bem elaboradas e adotadas por nossos governantes seriam fatores determinantes para a diminuição da violência de todas as formas.

Esses números são realmente assustadores, porém, para evitar que ele aumente cada vez mais, é necessário tomar certos cuidados e cobrar do Governo medidas mais eficazes no combate à violência.