Por Riana Martins
Para sobreviver, há oito anos Rosa Maria vende roupas íntimas de porta em porta. As peças são produzidas por ela com tecidos doados por terceiros. Em meio as dificuldades enfrentadas, nem sempre consegue boas vendas, mas não lhe falta disposição para trabalhar. “Nos dias atuais, quando há necessidade de trabalhar ou, por assim dizer, ter um emprego, o que vier é lucro, não podemos escolher”. De acordo com a costureira é difícil para uma pessoa com mais de 40 anos começar uma nova profissão. “ Tenho que me virar como posso, pois estou com 44 anos e é difícil arrumar emprego fichado”.
Cristiane dos Santos, 24 anos, há seis anos vende churros, em média 800 por dia. Ela não se vê fazendo outra coisa. “Além de fazer muitas amizades, no meu trabalho eu me distraio”. Em relação ao mercado de trabalho, ela não considera que falta oportunidades, mas sim uma questão de adaptação e treinamento para o cargo solicitado. Raimundo José da Silva, 40 anos, trabalha no período da manhã como zelador de bloco e, à noite, vende churrasquinho para completar a renda. “ Tenho pouca escolaridade e, então, o jeito é me virar, fazendo algo simples e que atraia o público”. De acordo com Silva, quem não pode pagar um curso profissionalizante acaba sendo deixado de lado. Segundo Oswaldo F. Morais, ouvidor do Procon-DF, o Código de Defesa do Consumidor não recomenda a compra de produtos vendidos nas ruas. ”Os consumidores devem conhecer os riscos, pois nem sempre há uma garantia adequada para o consumo, por não obter nota fiscal e documentos que comprovem a qualidade.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário