domingo, 13 de maio de 2007

Sobre a "Semana Literaria"

Por Gisele Zanetti
A Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, Campus Prado, proporcionou aos seus alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda a semana da Literatura, evento que contou com a presença de palestrantes ilustres e figuras conhecidas e importantes da casa.
A literatura, que era tema muito importante e muito discutido em outras épocas, hoje se torna pouco difundido. Eu me lembro que quando era pequena, meu pai sempre comprava livros infantis para que eu pudesse me interessar logo cedo pela literatura e o que era muito interessante é que fui criando o hábito de ler e imaginar o universo de cada livro, era como se eu estivesse viajando, assistindo a um filme que eu mesmo criava a partir de cada estória lida, o que vemos hoje é um distanciamento muito grande desta atividade tão prazeirosa. As crianças e adolescentes lêem muito pouco, a televisão, a internet, o mundo muito moderno e arrojado fora ocupando a cada pouquinho o tempo reservado para o livro, para a apreciação de uma boa literatura.
Músicas, blogs, propagandas, teatro, em todos estes temas a literatura está envolvida, como disse o palestrante e membro da Acadêmia Mineira de Letras, Murilo Badaró a chama da literatura não deve ser apagada nunca.
O bom de tudo isso é saber que além dos livros que lemos, as músicas que escutamos, os blogs que acessamos, as propagandas e peças teatrais que assistimos partem da criatividade e construção dos personagens que os autores elegem como os melhores, os mais corretos. Para o jornalista e literário Carlos Herculano de Oliveira Lopes “quem quer ser escritor tem que desnudar o ser humano, a construção de um personagem não é fácil, nós o idealizamos e ele vai se tornando real e toma seu próprio caminho” . Para os palestrantes da semana da literatura, a construção de um personagem requer cuidados e atenção especial é necessário que o leitor, o usuário, o telespectador, o público se convença, se emocione, se mobilize com o que está sendo mostrado ou contado, é necessário fazer o diferencial, buscar o diferente, para o publicitário Jorge Neto, o que ele ouviu de mais correto até hoje e que vale para todos nós é que “se o mundo faz zig façamos o zag”, o público, o expectador, os leitores, os internautas, a população em geral se interessa cada vez mais pelo novo.
Para que isto acontecesse estes profissionais leram muito e viajaram através da literatura, procuraram recriar um universo novo para que a cultura e o nosso envolvimento com a literatura de algum modo, estivesse sempre ativado.
Os nossos governantes deveriam se preocupar mais com a questão literária, que hoje é tão pouco discutida aliás, deveriam se preocupar mais com a educação em geral.

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